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Piracicaba, SP, Brazil
Sou casada, tenho um filho, amo viver, adoro trabalhos manuais, música, filmes, antiguidades etc.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Colcha de bebê: o prazer de costurar para quem ainda vai chegar











     Esta é a mais nova colchinha de bebê que fiz. Seu dono está prestes a chegar, é o Victor, neto de uma amiga.
     Usei como tecido principal este importado de fundo azul-marinho, estampado com brinquedos antigos. Essa combinação de cores me encanta e fui tentando segui-la, fazendo os cataventos em tecidos nacionais nos mesmos tons.
     Vocês reparam que eles são soltinhos, como bandeirinhas? Achei esse bloco numa revista Manequim de 10 anos atrás, guardada especialmente por causa dele.
     A colcha exibida na revista tem pouco a ver com esta, mas os cataventos soltinhos foram tirados de lá.
     Adorei o fato de ser uma colcha para bebê mas trazer tons mais fortes: acho que ficou bem alegre, como espero que seja a vida do pequeno que chega agora, desejado e querido por muitos.
Bem vindo!!!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Tutorial: uma ótima ideia!

Sabe aquele rolo de papel de máquina de calcular ou de banco? Ei-lo aqui.

Como eu não tinha um suporte, usei uma lata e uma caneta para improvisar um

E deu muito certo! O papel desenrola bem facilmente.

Mantendo uma certa distância, desenrole o papel até a máquina de costura

Vá costurando as tiras, colocando direito com direito

Vá abrindo as tiras e sempre colocando mais uma, costurando sempre
direito com direito

Quando estiver no tamanho desejado, rasgue a
tira de papel e passe os tecidos

Vire ao avesso e...

Corte as sobras, deixando exatamente do tamanho da tira de papel
(a minha tira tem 9cm de largura).
Em seguida, vá rasgando o papel costurado: é fácil e divertido.

E ela fica assim, bem retinha, pronta a ser usada
em muuuuitos projetos.

O duro é que vicia e faz uma certa bagunça pois é legal manter
os retalhinhos todos por perto, prá ir escolhendo livremente
e não esquecer de ninguém


A ideia não é minha: vi num blog americano e me espantei com a facilidade e praticidade. É daquelas coisas: "como não pensei nisso antes???"
Sabe aqueles retalhinhos sem fim que vamos acumulando? Nem tão grandes que  dá para usá-los num projeto e nem tão pequenos que podem ir ao lixo, eles vão se multiplicando e parecem mesmo ter vida e família própria.  
Pois esta ideia é uma forma excelente de ir aproveitando todos eles. Nem que não seja para se usar as tiras de imediato, podemos apenas costurá-los e assim guardá-los bem arrumadinhos.
Quando vi a ideia, fiquei doida para executá-la. Mas, onde conseguir o rolo de papel? Pensei em comprá-lo numa livraria, mas achei que teria que desembolsar um dinheiro maior do que eu desejaria.
E não é que antes de ir à livraria fui até um bazar e encontrei caixas e caixas de bobinas de um banco, que foram doadas? Comprei 3 por R$ 5,00 e sai toda animadinha para costurar. 













sábado, 14 de fevereiro de 2015

Retrospectiva e retorno









Este post é especialmente dirigido às pessoas que adoram ver fotos. Olhem quantas!!!
Pensei que uma boa forma de retomar minhas atividades "costurísticas" seria ver o que fiz no ano passado e me animar.
Vi que até que produzi bastante coisa e imediatamente fui tomada pela lembrança do prazer que cada uma delas me despertou. E a hora de tirar as fotos, então? Adoro!
Dessa forma, e lentamente, vou voltando a achar graça nas coisas e sentindo o quanto costurar me faz bem. O quanto ser útil e produzir algo com minhas mãos me estimula. E me faz querer fazer melhor, estudar cada costura apenas pelo prazer, sem qualquer obrigação com a perfeição. É só pelo prazer de fazer algo bem feito e bonito.
Então, amigas que ainda não desistiram de mim, "i'm back"!!!!"





terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O enfarte


Minha ausência foi forçada por motivos que antes nem me passavam pela cabeça: entre o Natal e o Ano Novo meu marido sofreu um infarte.
Estávamos só nós dois em casa e ele havia feito um lanche (dois na verdade) e se deitou por volta das 22 horas.
Em meia hora levantou-se, dizendo que uma sensação logo abaixo do pescoço não o deixava dormir. Não era dor, era incômodo.
Pediu que eu deitasse com ele porque não queria ficar sozinho. Logo pensei em levá-lo ao hospital mas, ele insistia que devia ser um simples refluxo: comeu e logo se deitou, daí o mau estar.
E nada de conseguir dormir: estava agitado e profundamente indisposto, sem saber explicar o que lhe afligia.
Por volta da uma hora da manhã consegui convencê-lo. Ao chegar ao hospital confirmamos o que agora desconfiávamos: ele estava infartando.
Penso muito em quanta sorte tivemos: era de madrugada e o hospital estava praticamente vazio: todo o setor de urgência se mobilizou para atendê-lo. Consegui ligar para nosso filho que havia saído com amigos e muito depressa ele veio. Rapidamente foi arrumada uma ambulância que o transferiu para o EMCOR onde foi feito um cateterismo e uma angioplastia, com colocação de stend.
As horas passaram depressa e só uma frase me passava pela cabeça: "Você é a mulher mais bonita da festa". Era assim que ele me falava em toda festa que íamos. Eu sabia que não era verdade mas a graça dele dizer assim meio sorrindo, assim me encantando, fazia com que qualquer festa fosse especial.
Chorei na sala de espera como há muito tempo não chorava: pensava mesmo não ser mais capaz de verter tantas lágrimas. Pensava já tê-las derramado todas. Qual! É uma fonte que não seca.
Já era quase de manhã quando pudemos vê-lo: abatido, mas ainda conseguiu sorrir ao nos ver.
Passou dois dias na UTI e um dia no quarto. Pode então voltar para casa.
Agora estamos nos adaptando à nova realidade: o médico nos alertou que é um coração enfartado e com cicatrizes, mas pode muito bem se recuperar e levar uma vida normal.
Por enquanto não consigo pensar em voltar a costurar. Talvez tenha costurado muito no final do ano, talvez pense no tempo empregado, talvez queira ficar um tempo no sossego.
Sei que é só uma fase, mas ando cansada, desanimada e muuuito gripada. Além, é claro, que ainda estou me refazendo de um susto enorme. Não estou pronta para ser só mais uma na festa da vida. Preciso de sua mão na minha, de seu sorriso lindo, de suas tiradas inteligentes. E de muito anos juntos. Esses trinta primeiros anos, que completamos agora em 2015, foram só um aperitivo...

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