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Piracicaba, SP, Brazil
Sou casada, tenho um filho, amo viver, adoro trabalhos manuais, música, filmes, antiguidades etc.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Bolsa de tecido bem estruturada












Há algum tempo venho fazendo bolsas. E é uma experiência divertida mas também, algumas vezes, trabalhosa.
Adoro esse modelo que parece uma malinha de fim de semana.
E nesse formato, quanto mais estruturada for a bolsa, melhor e mais bonita fica.
Gosto muito dessa coisa da bolsa parar de pé, onde quer que você a apoie.
Pela primeira vez usei a técnica de dublagem de tecido, que descobri há poucos dias.
Trata-se da colagem do tecido comum de algodão em outro, também de algodão mas bem mais encorpado.
Neste caso, colei o tecido da parte da frente, que é um algodãozinho muito simpático e delicado, no velho e bom de briga brim. 
As laterais e a parte de trás da bolsa são de brim, sendo que colei brim sobre brim (colei o brim azul-marinho num outro que eu tinha no estoque, um brim laranja, que fica imperceptível).
Gente, que bacana que fica! Os tecidos ficam durinhos e bem firmes. É um trabalho a mais na hora de se fazer uma bolsa mas vale demais a pena.
Além de usar esse tecido dublado, ainda acrescentei a manta R2.
A necessarie que compõe o conjunto foi feita apenas com o tecido dublado e ficou leve e firme também.
Meu próximo teste será fazer esse mesmo modelo de bolsa sem a manta acrílica. Claro que não ficará uma bolsa tão encorpada e firme, mas penso que terá estrutura suficiente para um bolsa levíssima.
Já carregamos tanta coisa na bolsa que quanto menos peso for usado em sua confecção mais peso ainda poderemos carregar, hahahahaha...
Brincadeira à parte, aprovei com honras essa história de dublar tecido!


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Bolsa Molinha






Nunca, quando faço uma bolsa, penso nela apenas como um "saco de transporte" de objetos pessoais.
Penso numa companheira, numa espécie de amiga íntima.
Será algo a ser levado colado junto ao corpo, presente em muitas ocasiões.
Vai do banco ao supermercado; pode frequentar uma academia, ir à alguma festa, ao cinema, ao barzinho... não é qualquer coisa. 
Então, ela tem que ser bonita, leve, gostosa de ser tocada, macia para ser abraçada.
Esse modelo molinho é tudo isso.
Fácil de se manusear porque não se fecha com qualquer botão: a simples erguida das alças comprime de tal modo o tecido que ela fica fechada o suficiente para que uma mão atrevida não entre sem ser notada.
O tecido, sempre de algodão 100%, é macio ao toque. 
O tamanho e o formato possibilitam que ela,  mas ou menos cheia, fique ou mais lisa ou mais pregueada.
As possibilidades são grandes!  Basta ser gentil com ela e esta sua amiga pode lhe oferecer muito mais que companhia.



sexta-feira, 24 de junho de 2016

Cortina de pia vermelha e branca

     




       Uma cozinha abriga muita coisa.
      Comida, pratos, talheres, potes, vasilhas, copos, utensílios elétricos, colheres de pau e magia. Sim, magia, porque juntar alguns ingredientes e transformá-los em comida, além de química, exige certo conhecimento de magia.
      Além de se seguir qualquer receita, há algo que não vai escrito em lugar algum. Um toque de mão que varia de pessoa para pessoa.
     Se não for isso, como se explica o fato de que a mesma receita, feita por duas pessoas, sai tão diferente? Pode até sair parecida, igual nunca.
      É como a comida da infância: guardamos o sabor, o cheiro, a textura. Qualquer cheiro parecido me remete imediatamente à cozinha de uma das minhas avós: em certos momentos, me vejo entre os verdes armários da cozinha da minha vó Ermelinda. Em outros, estou novamente na cozinha de piso vermelho da minha vó Isabel. 
    Gozado pensar, além dos cheiros, nas cores dessas cozinhas: em uma dominava o verde claro, na outra o vermelho que, além do piso, ia numa pequena mesa com cadeiras vermelhas, acento de taboa,  que minha mãe pintou.
     Gostaria tanto de ser capaz de fotografar minha memória e compartilhar essas cozinhas! Como podem estar tão vivas em minha cabeça e tão longes de existir realmente? Uma já foi totalmente demolida e a outra ainda existe, mas não para mim. A casa foi vendida, os avós morreram, a saudade ficou.
    Sabendo da importância que tem toda cozinha, penso que toda forma de torná-la acolhedora vale a pena. E uma cortina de tecido deixa qualquer pia mais fofa, não é verdade? Mais com cara de lar, mais com cara de "aqui se cozinha com afeto".
    A cozinha da família da minha irmã Mônica reflete bem isso: eles adoram cozinhar! Pesquisam receitas e partem para novas empreitadas sem qualquer receio.
     Daí o fato de ter tido o prazer de fazer esta cortina para enfeitar essa cozinha tão acolhedora!

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Paçoquinha Amor, a almofada






        Certas costuras surgem assim como uma homenagem. No caso desta almofada, bolei uma homenagem para uma das lembranças mais queridas da infância: a Paçoquinha Amor.
     Sua embalagem é simples e esperta: cores vivas e logotipo sem frescura, como parecem ser os logos mais bem sucedidos.
        A ideia chegou num dia desses, apreciando uma paçoquinha ganha. Fui desnudando a paçoquinha com carinho de amante saudosa.  E com dó de lhe jogar a "roupinha", comecei a bolar um apliquê, pois reparei que o desenho era uma coisa até que bem simples.
        E não é que deu certo? Achei que a almofada ficou muito parecida.
     Faltava a foto, o cenário certo. Fui descobri-lo num dos bares mais antigos aqui de Piracicaba, minha cidade.
      Como a foto indica, o Bar Cruzeiro mantêm características de outrora: a balança antiga, as guloseimas guardadas em potes e vendidas a granel,  tendo por medida canequinhas (pede-se: "duas canequinhas de amendoim, por favor").
      E claro, as Paçoquinhas Amor.




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