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Piracicaba, SP, Brazil
Sou casada, tenho um filho, amo viver, adoro trabalhos manuais, música, filmes, antiguidades etc.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Caixas de MDF forradas com tecido

Tirando foto durante o processo

O tecido da última caixa é fabuloso, não é?

Aqui é onde elas ficam, ao pé de minha mesa de costura


     Duas coisas parecem nunca ser suficientes para mim: tecidos e lugares para acomodar minhas coisas de artesanato.
     Numa espécie de multiplicação "misteriosa", meus apetrechos nunca param de crescer: costuro, costuro e nada dos tecidos diminuírem.  Será por quê vira e mexe me deparo com paninhos lindos e irresistíveis?  Aí, toca levar prá casa e juntar todo mundo numa GRANDE família, que cada vez me pede mais cômodos, mais espaço...
     Hoje, por exemplo, fui numa loja de tecidos para comprar meio metro de sarja para o forro de uma bolsa. MEIO METRO.
     De caso pensado, jurei que não cairia em tentação comprando outros tecidos.
     Ai, quem me atende é um velhinho, o dono da loja. E acha exatamente o tom da sarja que combina com o tecido da bolsa. Viva!
     Só que ele me convence a levar o que tem na peça: 1,63 m. Tá, algumas dirão que não é muito, mas eu só precisava de MEIO METRO. Por quê preciso comprar tanto a mais??
     Primeiro: prá não decepcionar o velhinho. Tadinho, ele foi tão solícito!
     Segundo: ele se achou o máximo por me dar um desconto de 13 cm (só me cobrou um metro e meio).
     Por essas e outras, meus tecidos se multiplicam facilmente.
     Como eu também gosto de caixas (parece que gosto de muitas coisas! ),  comprei estas caixas de MDF e forrei com tecidos.
     Dessa forma, usei alguns tecidos queridos e tenho mais espaço para armazenagem. E toca comprar mais tecidos, hehehehehe...




sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Bolsas Molinhas: coloridas e alegres











Este modelo de bolsa que faço, inspirada numa antiga bolsa que ganhei num longínquo Dia das Mães,
recebeu o apelido de Molinha. Apesar das alças lhe conferirem certa estrutura, seu corpinho é mole e por isso mesmo, dependendo do que vai na bolsa, pode apresentar um formato bem maleável.
Parece ser um modelo que pode ser adaptado bem para mulheres de várias idades, dependendo da estampa.
Nos dois casos acima, foram feitas para garotas de 15 anos. Como eu adoro boas surpresas e brindes, achei que elas também gostariam de encontrar dentro da bolsa um necessaire combinando.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A moça, o bebê e o banquinho de piano

Arranjo feito com poda de jardineiro que me deixou recolher
o que ia para o lixo


     Naquela tarde, uma vez  mais, cheguei em casa carregada de sacolas. Talvez se eu fosse um polvo desse conta das muitas coisas que tenho carregado nessa vida. Mas não sou e nessa encarnação creio que nunca serei.
     Mas cheguei ao prédio e me coloquei a descarregar tudo aquilo que trazia.
     E no hall, me observando, uma moça de longos cabelos negros. No colo, a simpatia em forma de bebê: um  menino dos seus sete meses, sorridente apesar da chupeta que equilibrava na boca. Ao lado, um banquinho de piano.
     Como o dia tinha sido de calor absurdo, creio que a jovem mãe levou a criança apenas de fralda descartável.
     No entanto, e como é bem comum nesses dias calorentos, o fim da tarde trouxe chuva e um vento gelado.
  Tentando proteger o bebê, a mãe lhe amarrou às costas uma fralda de tecido (provavelmente a fralda de boca).
     Dessa forma, ele parecia um super bebê com essa capa de fralda.
     Ao lado, quieto como lhe convinha, o banquinho de piano esperava.
   Quando chego ao meu andar, me deparo com cerca de cinco homens e um piano barrando a porta do elevador.
    Ora, o piano claramente não cabia no elevador e estudavam agora sua descida pelas escadas.
      Todos estavam excitados e suados pela missão.
     A moça lá embaixo. O super bebê ao colo. O banquinho impaciente. O piano aqui em cima, deixando seu lar de muitos, mas muito anos mesmo.
    A pianista morrera há tempos e seu silêncio gritava pelo apartamento. O banquinho vazio, as teclas inertes, a quietude atordoante.
      Agora a moça o teria e o super bebê poderia ouvi-la tocar.
     Esse mesmo piano também tinha embalado outro bebê, agora um homem de cerca de cinquenta anos que acompanhava a confusão criada porque decidira se desfazer do piano.
     E sua falecida mãe também havia sido, um dia, uma moça pianista, como a moça que esperava no hall.
      E também se excitara com a chegada desse mesmíssimo instrumento.
     Por isso, eu chego carregada de sacolas, suada e alegre por ter uma moça, um bebê e um banquinho de piano no hall, me observando nessa encarnação onde só tenho duas mãos.




terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Agendas com capa de tecido

 






Este ano também teve remessa de agendas. Estas foram encomendadas. Eu, pessoalmente, também não vivo sem uma.
Sei que pelo celular podemos programar nosso dia a dia com ainda mais recursos, mas a velha e boa agenda de papel ainda me completa. Não que eu dispense a ajuda tecnológica mas, é tão fácil ter tudo anotadinho...
Com uma folheada descubro quando combinei tal coisa e quem combinou comigo. Uma página adiante e sei que conta pagar e seu valor exato, no mês passado e agora (e se bobear, até no ano anterior!).
Essas agendas gordinhas e macias, forradas do melhor tecido de algodão e com todo carinho, me dão a sensação gostosa de coisa bem resolvida e bem planejada.
Por isso, para mim é um prazer saber que outras pessoas também a apreciam e fazem dela um presente de Natal.





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