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Piracicaba, SP, Brazil
Sou casada, tenho um filho, amo viver, adoro trabalhos manuais, música, filmes, antiguidades etc.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Colcha de retalhos para uma bebê

Arte de rua e patcwork: prá mim, tudo a ver

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Mãe e filha

O vento insiste em mostrar o outro lado

Tecido importado no verso




O verso




Para além de um trabalho feito à mão, com devoção e esperança de uma vida repleta de coisas boas e dias iluminados, uma colcha feita para um bebê leva a energia da costureira, que ali deposita suas melhores intenções.
Que lhe aqueça, que lhe sirva de abrigo, que lhe conforte os dias e as noites.
Ou que seja tão somente seu paninho querido.
Depois que parte das mãos de quem fez, um trabalho artesanal cumpre a missão que lhe for destinada, seja ela qual for.
Esta última colcha que fiz, repete um trabalho visto no Pinterest que me deixou encantada: traz a mãe elefanta e a filhinha que lhe segura o rabinho. Além disso, a mãe ainda cheira uma flor.
Foi feita com tecidos nacionais e importados, com quilt livre.
As fotos trazem o contraste da luz natural e da luz interna: me parece que dependendo das cores trabalhadas a luz artificial é melhor. Posso estar enganada, mas fica claro que ainda tenho muito a aprender em matéria de fotografia. 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Livro de recordações


livro de recordações da Helena

livro de recordações da Helena

   Helena está prestes a vir ao mundo.
   Aguarda, quietinha e quentinha, no ventre de sua mãe, a hora certa, o momento exato de dar o ar de sua graça.
   Acho mesmo que toda criança é um anjo que se materializa, que vem para nos trazer algo de bom e novo.
   O que será feito de sua vida a partir do parto, são outros quinhentos, como diria minha avó.
   A forma como será criada, as influências que determinarão seu caráter, o dia a dia que fará dela um adulto, tudo isso vai se desenvolvendo com o passar dos anos.  Mas, por princípio, toda criança é boa e vem para o bem. Se conseguirá seu intento (e infelizmente, muitas vezes, as boas intenções são perdidas pelo caminho), só poderá ser apreciado com o tempo.
   Mas no caso da Helena, que chega querida e desejada, a mãe queria um livro para que quem fosse visitá-la pudesse lhe deixar um recadinho, uma anotação de boas-vindas.
  E foi um pedido e tanto. Embora pareça só mais um caderno, um livro, pensei na importância que terá para a Helena mais crescida, quando souber apreciar os votos que lhe foram feitos. Quando puder abrir esse livro e compreender quanto lhe quiseram bem, quantos desejos de uma vida feliz e bem-aventurada lhe foram dirigidos.
   Assim, talvez trace um retrato fiel da época em que nasceu.
  Tomara que minha modesta contribuição seja capaz de guardar e proteger todo o bem querer que lhe é desejado.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Nécessaires: a certa e a errada

Quem é quem? Qual a certa, qual a errada?







Por vezes, invento minhas costuras.
Mas, outras vezes tento fazer algo seguindo uma publicação ou algo que me encanta e que vejo por blogs ou sites.
No caso dessas nécessaries, achei o projeto nas páginas de uma revista que tenho há tempos mas que não tinha reparado direito.
Dias desses, observo que bolsinha mais graciosa ela é e me lanço o desafio de costurá-la.
Vou seguindo o passo a passo muito bem fotografado da revista.
Mas, "há algo errado", desconfio. Como pode se pedir um zíper de 40 cm se cada lateral deve ser cortada com 64,5 cm? E o fundinho da bolsa tem 19x19cm? Como????
 Mas, como sou crédula no conhecimento alheio e uma otimista irritante, mesmo com tudo indicando que não dará certo, vou, toda alegrinha, costurando tudo. Só compro um zíper maior, coerente com o tamanho das laterais. Vai ver teve erro de digitação...
Claro que não deu certo! Como encaixar tudo num fundinho? Fazendo pregas? Mas tem manta acrílica já costurada e o modelo é bem lisinho, sem nada disso.
Reconheço que me faltou malícia, esperteza.
Mas diante de tudo que já tinha feito, o que faria, desprezar todo o trabalho? Que nada!
Acrescentei uma faixa vermelha às laterais para dar mais proporção e fiz outro fundo, desta vez adequado ao tamanho da nécessarie grandona, que era a nécessarie errada mas que ganhou status de frasqueira. Então, se a virem por aí, na rua, não corram o risco de chamá-la de nécessarie que ela se zangará. Chamem pela frasqueira que ela será boa e gentil.
E para o pequeno fundo já pronto, fiz uma outra nécessarie, calculando eu mesma o tamanho correto.
Lição para as costureiras inocentes: confie no seu instinto!!! Juro que vou me esforçar...
E pode-se fazer uma comparação com uma das estórias infantis que mais gosto: O Patinho Feio.
Como nécessarie, ela era grande, desengonçada e errada. Já como frasqueira, ela se tornou linda, útil e espaçosa. Adoro finais felizes!



segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Bolsa com tecido japonês











 A bolsa da vez é esta azul, estilo maletinha, que eu, particularmente, adoro.
Acho que tem um quê de charme, de bem arrumada, de bolsa prá vários tipos de eventos.
O tecido florido é japonês, há anos morando no meu armário encantado de tecidos.
O outro, azul com rabiscos em dourado, foi comprado pensando no japonês louco prá ganhar o  mundo e fazer uma mulher feliz.
E não é que combinaram perfeitamente? Num primeiro momento tive dúvidas, mas o japa insistiu tanto que era a hora e a vez dele, que juntei os dois e esse encontro resultou numa bolsa com cara de feliz (eu, pelo menos, achei!)
Acho que não dá prá notar nas fotos mas o tecido florido foi costurado com pregas.
Arrematei com uma fita de veludo azul e enfeitei com um laço com miolo de botão.
No interior, fiz pela primeira vez bolsos que aumentam um pouco (não sei como se chamam, mas as fotos esclarecem o que quero dizer).
Rendinha branca para dar uma graça no interior e prá lembrar que a vida pede mais delicadeza e atenção aos detalhes.
E pronto. Mais uma saindo do forno, quentinha, quentinha.









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