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Piracicaba, SP, Brazil
Sou casada, tenho um filho, amo viver, adoro trabalhos manuais, música, filmes, antiguidades etc.
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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Bolsa de patchwork (ou de amostras de tapeceiro)


Um dos lados

O outro lado da mesma bolsa
(reparem que o fundo também é de couro sintético)

Os dois lados da mesma bolsa: adoravelmente diferentes!

Detalhe do penduricalho

Forrei o couro sintético com o mesmo tecido
do forro da bolsa

O interior da bolsa e o fecho

Como os retalhos estavam no princípio

Como ficaram depois de cortados e...

 
...colocados em ordem


     Essa história de juntar pedaços de tecidos realmente é viciante! Já faz um tempo que virei fã das amostras de tapeceiros.
     Fiz um tapete há dois anos atrás e o resultado me agradou tanto que não tirei da cabeça a ideia de aproveitá-las em outras peças.
     Diante de nova remessa de amostras que ganhei, desta vez pensei numa bolsa para mim. Já vinha usando minha última bolsa de retalhos à exaustão e precisava de um modelo novo.
     Fui me inspirar na ótima Maria Adna, uma mestra das bolsas. Descobri seus vídeos no Youtube e virei ainda mais fã!
     Os retalhos foram passados e cortados. Nem todos tinham o mesmo formato e os cortei também em diferentes tamanhos.
     Depois veio a delicia de combiná-los e juntá-los de modo que para mim houvesse algum sentido ou alguma harmonia.
     Rabisquei um molde baseado numa das bolsas da Maria Adna e parti para a aventura de transformar tudo aquilo na minha bolsa nova.
     Para as alças, o fundo da bolsa e as tiras laterais que compõe o fecho, usei couríssimo, um couro sintético bastante maleável e fácil de costurar.
     Usei esse mesmo couríssimo para fazer os pingentes, só que tive a ideia de colar o tecido do forro da bolsa no verso do couro para só aí cortar as tirinhas. Um detalhe quase imperceptível mas que revela a atenção aos detalhes que gosto de dar. Pode ser que ninguém note, mas eu sei que ele está lá e isso já me faz feliz.






quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Sacola de compras de retalhos







Teresa vai se aposentar. E Teresa, que trabalha comigo há coisa de dois anos, deixará muitas saudades.
Quando ela se juntou a nós, esses dois anos que antecediam sua aposentadoria pareciam longe demais. Agora sinto que o tempo voou.
Teresa é uma batalhadora: viúva, criou dois filhos e agora também ajuda criar um neto.
Logo que chegou ao nosso setor, teve certa dificuldade em entender a lógica do serviço. Contudo, com o passar dos meses, foi se habituando a nós e nós a ela.
Depois de um período de férias, senti que ela voltou revigorada e disposta a entender como funcionávamos.
E deu um show de dedicação! Seu trabalho evoluiu vertiginosamente.
Além de cumprir suas tarefas, ainda vinha se oferecer para ajudar os colegas.
O arquivo de jornais, aos seus cuidados, é impecável. A boa vontade  com que atende as pessoas nunca passa despercebida.
E, se buscam apenas uma informação e ela não sabe, vai pesquisar, mesmo que não tenha nada a ver com nosso trabalho.
Outra faceta sua muito interessante é o modo como administra seu dinheiro. Ela é uma caçadora de promoções, principalmente de alimentos. Faz seu salário render!
É gozado observar uma senhora sua amiga, já aposentada há anos e também caçadora de descontos.
Toda quarta-feira, ela passa em nosso setor pela manhã, já voltando das compras, avisando Teresa onde os preços estão melhores. "A cebola está pela hora da morte, mas o preço está melhor no supermercado X" ou "Comprei ovos por tantos reais", ou ainda "As batatas estão em promoção em tal varejão".  
E por aí vai. Não contente em anunciar os preços, faz questão absoluta de mostrar os produtos. E uma Teresa, calma, paciente e ávida por bons preços lhe confere a sacola.
Na hora do almoço, lá vai Teresa de sacola plástica dobrada embaixo do braço caçar os descontos. E volta carregada. No final do expediente, vai embora se equilibrando no ônibus, com a sacola lotada de alimentos conseguidos a preços módicos.
Foi dessa forma que resolvi lhe presentear com esta sacola de retalhos, que colorida, grande e muito resistente, tem todos os atributos para lhe ajudar nessa sua luta para tocar a vida da melhor forma possível.
Teresa, já sinto sua falta...

segunda-feira, 30 de março de 2015

Bolsa feminina de retalhos

Um dos lados:  bolso com zíper

Outro lado, com dois bolsos discretos




A mais nova bolsa que fiz!
Deu trabalho? Prá caramba! Dessa vez, usei o fillon filter prá dar mais firmeza, afinal é uma bolsa mais estruturada, tipo malinha.
E pelo tamanho, dá perfeitamente para acomodar uma troca de roupa, sim senhora. Mas, fiz mesmo é prá usar no dia a dia.
Acontece que esse fillon filter, apesar de parecer fino, é resistente e durinho na hora de costurar, dificultando um pouco mais.
Se uma de vocês, boa alma que me lê, tiver experiência com esse material, poderia me dizer se existe fillon filter de várias gramaturas e se é absolutamente normal ser firme (e meio sofrido) assim, ou eu é que sou inexperiente.
Enfim, a bosa ficou pronta e exatamente como eu queria. Usei couro fake nas laterais e embaixo, além das abas nos cantos de baixo.
Para fazer as listas de retalhinhos, usei esta técnica super bacana. E só usei sobras, mesmo. Todo pedacinho de tecido que vai nesta bolsa é sobra de algum outro trabalho. 
O couro fake foi comprado num bazar, e mesmo não dando prá ver nas fotos, é meio enrugado, imitando um couro rústico.
Outra coisa que estava doida prá fazer (e no fundo pode ser a razão desta bolsa ter nascido) foi colocar aquela borda de couro nas laterais do zíper. Acho tão profissional! Parece tão coisa de gente que sabe o que faz e não é como eu, que vou cortando, costurando, emendando e parindo bolsas sem muitas medidas e moldes, na fé e no prazer de costurar. E não é que dá certo????







terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Tutorial: uma ótima ideia!

Sabe aquele rolo de papel de máquina de calcular ou de banco? Ei-lo aqui.

Como eu não tinha um suporte, usei uma lata e uma caneta para improvisar um

E deu muito certo! O papel desenrola bem facilmente.

Mantendo uma certa distância, desenrole o papel até a máquina de costura

Vá costurando as tiras, colocando direito com direito

Vá abrindo as tiras e sempre colocando mais uma, costurando sempre
direito com direito

Quando estiver no tamanho desejado, rasgue a
tira de papel e passe os tecidos

Vire ao avesso e...

Corte as sobras, deixando exatamente do tamanho da tira de papel
(a minha tira tem 9cm de largura).
Em seguida, vá rasgando o papel costurado: é fácil e divertido.

E ela fica assim, bem retinha, pronta a ser usada
em muuuuitos projetos.

O duro é que vicia e faz uma certa bagunça pois é legal manter
os retalhinhos todos por perto, prá ir escolhendo livremente
e não esquecer de ninguém


A ideia não é minha: vi num blog americano e me espantei com a facilidade e praticidade. É daquelas coisas: "como não pensei nisso antes???"
Sabe aqueles retalhinhos sem fim que vamos acumulando? Nem tão grandes que  dá para usá-los num projeto e nem tão pequenos que podem ir ao lixo, eles vão se multiplicando e parecem mesmo ter vida e família própria.  
Pois esta ideia é uma forma excelente de ir aproveitando todos eles. Nem que não seja para se usar as tiras de imediato, podemos apenas costurá-los e assim guardá-los bem arrumadinhos.
Quando vi a ideia, fiquei doida para executá-la. Mas, onde conseguir o rolo de papel? Pensei em comprá-lo numa livraria, mas achei que teria que desembolsar um dinheiro maior do que eu desejaria.
E não é que antes de ir à livraria fui até um bazar e encontrei caixas e caixas de bobinas de um banco, que foram doadas? Comprei 3 por R$ 5,00 e sai toda animadinha para costurar. 













quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A nova cama da Mafalda






  



 Quem me acompanha com certa regularidade sabe bem quem é Mafalda. Para quem não sabe, se já não concluiu, digo que é esta fofura de bulldog inglês que mora aqui em casa.
   Ela é um doce de cachorrinha e tem quase 5 meses.
   Fiz sua primeira caminha antes de irmos buscá-la no canil, em maio passado.
  Ocorre que dona Mafalda cresceu um bocado e agora se espreme naquela caminha rosa.
   E meu marido exigia providências. Como pode uma cachorra que parece gostar de dormir mais do que qualquer outra coisa dormir assim encolhida? Que espécie de costureira sou eu que não lhe faço um leito melhor e mais adequado?
   Então, para fazer-lhe a vontade e acomodar a cachorra, tomo as medidas do tamanho de cama que ele julga melhor. Dessa maneira, está aqui, pronta, a primeira cama king-size canina que tenho notícia: 1m x 070cm!
   Abri minha caixa de retalhos e derramei nesse trabalho tons coloridos em tiras de tecidos.
   Em uma das laterais instalei um grande zíper para poder retirar essa capa colorida e lavá-la. Também coloquei uma alça para ficar fácil de tirá-la do chão na hora da limpeza.
    O verso da cama foi feito com um nylon firme mas ótimo de costurar.
   Assim, dona Mafalda pode se estirar a vontade dormindo seu soninho de beleza. E crescer tranquila...

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