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Piracicaba, SP, Brazil
Sou casada, tenho um filho, amo viver, adoro trabalhos manuais, música, filmes, antiguidades etc.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Bolsa flores e botões






Enquanto a chuva caia lá fora, inventei uma brincadeira comigo mesma: teria que fazer uma bolsa só com o material que já tinha em casa.
Não valia comprar sequer  UM retrós: nada poderia vir de fora da casa.
É certo que qualquer crafter que se preza tem muito material guardado e confesso que não fugi à regra. Mesmo assim, muitos projetos são mais fáceis de se executar comprando tudo novo, com tecidos nas medidas ideiais, forro combinandinho, tudo certinho.
Então a brincadeira era um exercício de criatividade com o material acumulado (tá legal, acumulo tecidos...).
Eis que surge a bolsa batizada de Flores e Botões, coisas que a d o r o.
Seu currículo: o tecido de fora é um brim cáqui que restou do forro de outras bolsas; o tecido de forro é a sobra de um avental xadrez feito para o marido para o Dia dos Pais de uns 2 anos atrás; as flores foram feitas com feltros comprados na Feira de Patchwork do Colégio São Luíz há 3 anos.
Os botões faziam parte da coleção ( Viu? Acumulação pode ter outro nome!).
As lindas alças verdes vieram da Feira de Patchwork de Limeira do ano passado.
O bolso interno era de uma saia comprada num brechó. Só o enfeitei com um bordado inglês.
E eu ganhei bolsa nova. Às vezes sou tão gentil comigo mesma...

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Flor



Ai, ai, ai, ai, ai ... acho que tô prestes a viciar em ... hexágonos!
Esta é a primeira flor que fiz e adorei! It's so funny!
Andei passeando por blogs onde as autoras também confessam seu vício. Acho até bonito alguém expor assim sua fraqueza... rsrsrs. Será que já inventaram casas de reabilitação prá viciadas em fazer hexágonos?
Imaginou a clientela? Ou melhor dizendo, as pacientes? Ia ser uma troca de receitas, de paninhos, de revistinhas cheias de projetos de costura... tudo na surdina.
E o contrabando do material prá entrar no centro de reabilitação? Moldes escondidos, agulhas disfarçadas, tesouras sem ponta...
É. A gente ia dar trabalho...

sábado, 11 de fevereiro de 2012

As cadeiras da Cloris


Ainda mantendo o pensamento em reforma de cadeiras, mostro hoje as cadeiras da Cloris, minha cunhada.
Ela é professora de profissão e costureira de coração. Costura há muitos anos e tem o maior dom. Faz muitos dos seus vestidos e resolveu costurar um encosto prá essas cadeiras que são de um jogo de jantar dela.
Como os assentos azuis estavam em boas condições pois ela mesma já havia os reformado há algum tempo, ela decidiu fazer apenas as capas do encosto.
Escolheu um tecido lindo de florzinhas azuis e bolou o modelo. A sacada, que não ser vista nas fotos, é coisa de costureira que conhece a arte de confeccionar roupas.
Para que as capas ficassem bem assentadas e justinhas, ela costurou por dentro, um colchete. Sim, o velho e bom colchete também pode ser usado em cadeiras!
Veste-se as capas e por dentro se abotoa o colchete! Ela nunca sai do lugar, fica firminha e bem definida.
É, quem entende, entende. E quem não entende, parte prá luta para entender e estudar o assunto, que nem eu. Adoro pensar que sou uma "estudiosa" do patchwork e da costura!
As flores na mesa, fiz prá minha sogra. Quase todas foram confeccionadas com retalhos de camisas antigas do meu marido, usadas geralmente para o trabalho. E outras foram feitas com retalho de uma blusa minha e outra do meu filho, neto dela.
Foi uma maneira de dizer que um pedaço de nós está sempre com ela...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Remendos





O que me fascina no patchwork (que nada mais é do que um trabalho de remendos) é a possibilidade de você fazer um tecido à sua moda.

VOCÊ está criando a estampa, o desenho, as cores. Junta-se da forma que mais lhe agrada pequenos pedaços de tecidos e cria um seu, uma estampa exclusiva.

E, porque cada criação, seja de artesanto, seja literária, seja qual for, traz a sua essência
mais profunda, às vezes desconhecida por você mesmo, faz cada peça ser tão única e especial.

Se é linda, criativa, "diferente", brega ou seja lá o que for, é algo adormecido dentro de você que vai saindo aos poucos. Vai dando cara ao mundo seu EU mais profundo, formado por inúmeras situações vividas desde que você nasceu.

Afinal, o que somos nós mesmos além de um monte de retalhos de momentos vividos?

E, de remendo em remendo vamos vivendo, enquanto houver linha. Dandolinhas.

(Prá não que não achem que ando sem fazer nada, mostro um vasinho novo que fiz prá minha sala de trabalho e uma sacola feita para uma amiga querida).

domingo, 27 de junho de 2010

Costuras da semana





Nesta semana fiz este vaso em tons de lilás para a Claudinha, minha vizinha de trabalho.
Ela se encantou com as tulipas vermelhas que enfeitam minha mesa e encomendou tulipas para um vaso roxo, pintado por ela mesma.
Queria flores que não murchassem para enfeitar seu banheiro. O legal foi o acordo feito: eu faço as flores e ela me paga em.... trufas! Ela faz trufas deliciosas e cozinha muuuuito bem.
Já a almofada de cachorrinhos foi feita com todo amor para minha irmã Bartira. Foi aniversário dela e queria dar-lhe algo feito por mim mesma. Enfeitei a almofada com botões diferentes, todos em tons de rosa e lilás. Espero que elas durmam abraçadinhas!

domingo, 23 de maio de 2010

Presentes para bebês




























Nesta semana queria presentear dois bebês: a Hillary (sim, é uma homenagem a Hillary Clinton), que completou dois anos e é filha de uma amiga muito querida, a Agata (não, não é homenagem à Agatha Cristhie: a mãe dela viu o nome num jogo de palavras cruzadas e adorou). Fiz a elefantinha rosa com tatuagem de coração no traseiro.

A outra bebê é a Maria Clara, a Clarinha. Ela é a primeira neta do Elias que trabalha comigo e se revelou um avô fanático e apaixonado. Dei tanta risada ouvindo a filha dele narrar sua aventura com o parto normal, do qual ela não queria nem ouvir falar (queria tudo agendado, hora marcada prá não sentir dor, cabelo esvoaçante na maca, rumo à sala de parto, dando tchauzinho charmoso de quase mãe e tudo muito em ordem e bem planejado). Que nada! Sete dedos de dilatação e que cesárea que nada! Era parto normal daqueles de filme, com gritos de dor, respiração de cachorrinho, lamúrias, cabelo desgrenhado, ameaças à enfermeira, súplicas ao médico que falava que com nove dedos já nascia, era coisa de uma hora, não mais. Andava pelo corredor gritando "Jesus", não conseguia ouvir o que os outros diziam e jurava que filho nunca mais.

Depois do parto, tudo tranquilo e a Clarinha linda nos braços, as enfermeiras vieram dizer que haviam rezado muito por ela e teve até uma outra, de outro setor, que queria conhecer aquela que gritava "Jesus" pelos corredores. Foi um dia animado, esse 14 de maio naquela maternidade!


Diante de tudo isso, como singela homenagem, fiz esse vaso de tulipas em tons de lilás prá combinar com o quartinho de princesa da Maria Clara.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Cravos


Depois das tulipas, comecei a fazer cravos de tecidos.

Achei que ficaram delicados e bem bonitinhos (além de cheirosos: dá-lhe essência!)

Acho que é meio como aquela história do limão: "se a vida te deu limões faça uma limonada".

Se eu tenho muitos retalhos faço tudo virar flor.

Do jeito que viciei em comprar tecidos vou acabar virando uma grande produtora...

domingo, 28 de março de 2010

Eu vejo flores por aí...







Acho que a minha primavera chegou no outono, pouquinha coisa adiantada...
O dias das mulheres, no começo do mês, foi a desculpa perfeita prá encher vasinhos de tulipas de tecido e presentear as amigas de trabalho. Prá que esperar homenagens de homens se quem reconhecer mesmo o trabalho de uma mulher são as próprias mulheres? Eta nós!!!!

Depois, foi o aniversário da sogra querida. Dar o quê prá ela? Como fazê-la saber o quanto ela é especial? Juntando a fome com a vontade de comer, ou seja, a vontade de encher o planeta de florezinhas de tecido e usar lente cor-de-rosa, acreditando que a vida é boa por demais, decidi fazer tulipas de retalhos das camisas do filho dela, ou seja, meu marido. E ali juntei umas três tulipas feitas de retalhos de roupas minhas e uma feita de retalho da camisa xadrez do neto, meu filho Lucas.

Coloquei todas as tulipas numa jardineirinha de MDF, que comprei e pintei de branco. Um laço de fita de cada lado e está pronto o presente. Da nossa família para ela vai um pouco de cada um de nós junto. Estamos todos unidos, com ela e prá ela.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

44


Hoje eu faço 44 anos. Passou rápido demais e sinto que cada vez passará mais e mais depressa.

O tempo é precioso e a gente só fica triste quando ele passa em vão.

Fico pensando se faço o suficiente com o meu e fico frustrada: parece que sempre podia ter feito mais.

Se faço muita coisa e me canso, penso que poderia ter descansado; se descanso, penso que deveria ter feito alguma coisa útil, ou divertida ou os dois.

Na maior parte das vezes sinto que TENHO que fazer alguma coisa: sou irriquieta.

Meu filho disse outro dia que se eu estivesse internada no hospital iam me pegar limpando as janelas do quarto, só prá não ficar sem fazer nada.
- PEGUEM AQUELA LOUCA! diriam.

O que me pesa na consciência, mas eu gosto e assumo mesmo, é que eu adoro assistir TV!!! Adoro!!!! Principalmente filmes. Se forem antigos, então, gamo. Se forem em branco e preto, fico doida! E até se forem mudos eu gosto!!! Amo, na verdade!!!

Parece que esses filmes antigos me ninam, me acariciam, me embalam.

Quando eu fico triste é "batata": coloco "E o vento levou" e logo melhoro. Tá, eu sei que tem muita tragédia, é uma guerra, a mocinha sofre (mas é danada demais) e tudo mais, mas eu gosto!

Tem aquela parte em que ela estava pobre e prá não dar o braço a torçer e sair mal vestida ela faz um vestido com a cortina verde de veludo e sai toda serelepe! Ah, puxa vida! Eu deliro!

Será que eu sou normal? Uma das frases mais verdadeiras que eu já ouvi veio do Caetano Veloso: de perto ninguém é normal.

Mas talvez toda a graça esteja aí mesmo. Conhecermos nossas loucuras, nossos devaneios, assumir nossos sonhos mais bestas e sinceros, ser inteiramente nós mesmos, essa é a vantagem da idade que avança sem dó e sem perguntar se a gente aproveitou bem o tempo ou não.


Só mais um detalhe: ilustrei o post de hoje com o primeiro vaso de tulipas que fiz e foram da janela do meu apartamento (só prá tirar foto) prá minha mesa de trabalho. Que é prá eu nunca esquecer de quem eu sou, do que eu realmente gosto de fazer e que todo expediente tem fim.

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