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Piracicaba, SP, Brazil
Sou casada, tenho um filho, amo viver, adoro trabalhos manuais, música, filmes, antiguidades etc.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Espelhos



Começo a desconfiar que os espelhos têm personalidade! A sério! Juro!
Na minha cabeleireira habitual há um espelho condescendente e gentil. De todo enganoso ele não é, mas procura, desesperado, me apresentar de um ângulo mais favorável, dentro do possível.
Outro dia, diante da impossibilidade dessa cabeleireira me atender, lancei mão de outra profissional, em outro salão, que estava disponível.
Que espelho cruel ele abriga! Um ser amargo que fez questão de me apontar todos os defeitos!
A infeliz criatura parecia resoluta e satisfeita em me entristecer. Sabe lá por quais traumas passou para ter satisfação em me indicar as grandes bochechas, a espinha tardia, a maquiagem que já se fora.
Eu ansiava minha saída do salão de "beleza" como um peregrino no deserto anseia água fresca.
Por fim, quando terminou meu tormento, saí apressada, jurando não tornar a vê-lo.
Depois, menos aflita e com mais raciocínio, decide perdoá-lo: com certeza ele não estava num bom dia.
E me achando toda pimpona, fui passear.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A convidada



Ler um bom livro, prá mim, é um prazer e uma tristeza enorme.
O prazer vem a cada desenrolar da trama, a cada surpresa impressa.
É uma alegria poder transportar junto à mim, ao meu dispor, aquela história que se torna também um pouco minha enquanto a leio.
A tristeza vem quando termino o livro. Se gostei muito, invejo as outras pessoas que ainda não o leram. Afinal, poderão ter aquele prazer que já tive, que já gozei e que não tornarei mais a encontrar. Se eu o reler, já não será a mesma coisa, já conheço o desfecho. Já sofri e ri com a história. Agora, ela já não me pertence mais, embora fique em mim prá sempre.
É muita filosofia? Deve ser porque acabei de ler "A convidada", de Simone de Beavoir e ainda estou em fase de encantamento.
Adorei o livro e recomendo vivamente.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Tecidos com história



Meus passeios pelos brechós da cidade, além de me proporcionarem uma vitrine do tempo, me motivam buscas por tecidos diferentes, que claro, vem em formato de roupas. Algumas são antigas, outras mais novas, todas escolhidas a dedo pensando no diferencial, na estampa pouco comum ou simplesmente agradável e de boa qualidade.
Infelizmente não é comum achar essa espécie de roupa, mas quando acho, UAU, deliro!
Vibrei com esse achado dos últimos dias: uma camisa (Valentino!), com fundo vermelho e estampa que lembra antigas tatuagens com motivos usados pelos marinheiros.
Fiquei extasiada!
E dá-lhe um bom banho com água fervendo, muito sabão e amaciante cheiroso. Na hora de passar, água bem perfumada e pronto, tenho material original para novas costuras. 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Onde está o coração

(frente)


(verso)


Por que dentro de toda cozinha deve bater um coração, nem que seja de tecido, fiz este pegador de panelas...


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costureiras de Tarsila

costureiras de Tarsila

Obrigada pela visita! Volte sempre!

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