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Piracicaba, SP, Brazil
Sou casada, tenho um filho, amo viver, adoro trabalhos manuais, música, filmes, antiguidades etc.
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Coisas de brechó








     Não contaria nenhuma novidade se começasse o post dizendo "adoro um brechó, um bazar, um mercado de pulgas".
     Quem frequenta este canto sabe perfeitamente disso. Tem explicação para meu gosto pelas coisas antigas? Até penso que sim. Parece que quero recriar, nem que seja por um instante, um momento, uma cena, um acontecimento do passado. Ou quero que aquele objeto tenha o valor que acho que ele merece.     Ou quero salvar do lixo ou do esquecimento (termos tão parecidos!)  algo que acho que merece uma segunda chance.
         Mostro hoje algumas das minhas últimas aquisições.
     O ventilador de duas cores, todinho de metal, pesadinho como só ele, me encantou. Duas cores! Precisava? Não! Mas olha o capricho da criação, um ventilador que não só venta, é estiloso e tem duas cores lindas.  Adoro esse verdinho! Os armários da cozinha da minha vó Ermelinda eram dessa cor.
      Em outro dia, comprei essa jarrinha rosa (a verde já havia comprado há meses num antiquário).  Nascida provavelmente nos anos 60, a jarrinha conserva um jeitinho de menina. Além do mais, combinou tão bem com a jarra verde. Parecem velhas amigas, morando no alto do meu armário de aviamentos.
       Aí, chegou a vez de falar da bolsa branca, linda e elegante que meu manequim cismou de usar  posar prá foto. É uma bolsa de festa, americana, elegante e leve. Pode muito bem me fazer companhia em casamentos e festas mais formais.
     E alguém reparou no colarzinho que o manequim usa? Na verdade, são três cordões de plástico redondinho: um vermelho, um azul-marinho e um branco. Ficam uma graça, os três juntinhos, na missão de alegrar este pescoço tão branquinho e carente de acessórios (adoro um enfeite!).
        Foram ou não foram boas compras???

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Antes e depois: a mesa que virou banco

Antes



Admito que sou uma pessoa irritante. Inquieta e irritante.
Quem não convive comigo diariamente pode nem notar: sou um tipo aparentemente calmo e pacato.
Mas há uma ebulição dentro de mim: fervilham ideias e projetos. Nem todos executo, por uma razão ou outra. Mas a vontade de fazer não se esgota.
E adoro transformar uma coisa em outra.
Acho fantástico tornar um peça em fim de vida em algo útil e bonito.
Tudo isso prá justificar: comprei num bazar esta base de mesinha de centro sem o tampo.
Gostei muito das pernas arqueadas e do suporte para revistas embaixo. Daí para lhe dar um novo recomeço foi um pulo.
Um verniz escuro escondia uma bela e bem conservada madeira.
Costurei os tecidos fazendo um xadrez de cores que me remetem ao aconchego.
Comprei uma base de madeira, uma boa espuma e contei com a ajuda habilidosa dos meus amigos Bill e Celso.
Forrei os botões e fizemos um capitonê reforçado por madeirinhas furadas. Ficou bem firme.
E o resultado foi este simpático banco!
Valeu ou não a pena dar a esta mesinha uma segunda chance?

Depois





 



terça-feira, 16 de abril de 2013

Luminária Panthella








  Dizem que de boas intenções o inferno está cheio. Quase acredito.
  No final de semana resolvi dar uma destrancada em casa. Arrumei os lençóis e as toalhas separando alguns para doação.
   Limpei os armários da cozinha e separei vários itens para dar.
  Parti, na segunda-feira, com o porta-malas lotado de doações e juro que me senti pura no trajeto até o bazar.
  Cheguei calma e fui descendo as coisas, me sentindo normal e boa.
  Ajudei a arrumar as doações,  cumprimentei as pessoas. Tudo na santa paz. 
 Confesso que olhei com certo desdém para umas mulheres que olhavam alucinadas uns quadros. "Já passei dessa fase", pensei. Por via das dúvidas, entrei no bolo e fui checar: nada que valesse a pena, graças a Deus!
  Enfim, tudo ajeitado e me sentindo quase uma voluntária (o bazar é de uma casa de idosos), fui dar uma última voltinha.
  Céus! O que um corredor de bazar pode ter! Dei de cara com essas duas luminárias estilo Panthella, lindas, brancas, em perfeitíssimo estado.
  Não houve estado de espírito que me fizesse parar de tremer as pernas. Fui em estado vertiginoso até o balcão perguntar o preço: R$ 25,00 cada! "- São minhas!" disse com a voz um pouco alterada pela emoção.
  Saio com uma em cada mão como se fossem troféus olímpicos ("a vencedora em achar coisas legais em bazares e brechós é...).
  Abro o porta-malas  recém esvaziado e acomodo as duas.
  Vou dirigindo feliz com a sorte mas convencida que não sou tão boa assim: a cada doação que faço para os velhinhos faço outras tantas para mim mesma!!!



(Só para constar: as luminárias Panthella foram criadas em 1971 por Verner Panthon. São ementos clássicos da decoração dessa década. Depois das originais, brancas, vieram em cores variadas mas as únicas que continuam sendo feitas até hoje são as brancas).

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