Quem sou eu

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Piracicaba, SP, Brazil
Sou casada, tenho um filho, amo viver, adoro trabalhos manuais, música, filmes, antiguidades etc.
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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Tapete de bazar suplica adoção e eu escuto!






   A história não é bem assim como o título sugere: ele estava lá, no bazar, exposto para venda.
   Eu é que me declarei, sabe-se lá quando, a salvadora das peças lindas prontas para serem adotadas.
   Então, nem que o objeto em questão não me sirva lá muito bem, ou não caiba graciosamente na minha sala, levo logo para casa para que a peça não caia em qualquer casa, onde não saberão lhe dar o devido valor. É o raciocínio de alguém normal, adulto e pronto para as mazelas da vida já bem vivida? Não, né!    Mas essa sou eu. E juro às vezes me canso de mim mesma, a sério. Mas é que são poucas essas vezes, e as loucuras que faço em brechós e bazares geralmente terminam bem. Por isso, me perdoo ter comprado esse belíssimo tapete, totalmente bordado à mão, em ponto arraiolo. Ele foi feito em 1983, pela Casa Caiada, conforme informa um bordado no verso dele.
   Nas fotos pode-se observar que ele está amassado mas é de ficar enrolado em casa. Nada que alguns dias esticados em solo não lhe devolva a graça natural.
   Porque eu sai direto do bazar para a lavanderia, onde gastei mais do que para comprá-lo. Ficou mais caro lavar o danado do que comprá-lo! Pode? 
   E dias depois, quando ele chegou limpo e cheiroso, é que fui experimentá-lo na minha sala. Resultado: não gostei! Adoro minha sala e adoro o tapete novo mas sabe quando não dá liga? Quando os santos não batem? Foi assim.
   Como não me dou por vencida facilmente (às vezes até dou mas não quero admitir aqui, tá?) fui tentar ajeitá-lo sob a mesa de jantar: qual o quê! Fica grande demais (tem 2,00 x 2,70m) e invade o espaço da sala de estar, ficando exposto só o suficiente para alguém tropeçar. 
   Sendo assim, enrolei meu achado lindo e  como não tenho onde guardá-lo, ele descansa ao lado da minha cama, no chão, à espera de novas aventuras.
 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Do lixo do vizinho para a sala da vizinha




   No meu prédio, temos um pequeno compartimento em cada andar, usado como lixeira.
   Dentro de uma grande lata vão os lixos orgânicos e o que fica para fora são os recicláveis, que juntamos para semanalmente entregar à empresa que vem recolhê-lo.
   Para quem tem o faro para coisas interessantes (ou pelo menos "acha" que tem!), uma espiadela nessa parte da lixeira pode ser uma boa oportunidade para achados bacanas. Foi o caso desse bowl velhinho mais ainda cheio de charme.
   Gostei do desenho, das cores e do formato simpático. Posando para a foto, embaixo há um pratinho verde em formato de folha, comprado a um real num bazar. Não é que os dois ornaram perfeitamente?
   E lá atrás, repararam num castiçal de estanho? Outra aquisição de um real, em outro bazar.
   E o passarinho lindo, todo pintadinho de flores, vocês viram? R$ 15,00 na Feira de Antiguidades do Masp. E o lindo vaso de antúrios rosa, que ganhei de aniversário de uma amiga querida? Adoro ganhar plantas!!!!
   Já que estou mostrando tudo, à direita fica uma pequena estante com parte da minha coleção de máquinas de costura de brinquedo. Já foi mostrada aqui, mas se alguém não viu ou quer rever, vale a pena.
   Agora, contando tudo e dizendo cada coisa de onde veio, chego a duas conclusões: compro coisas prá caramba e coisas simples, baratas e interessantes me fazem bem feliz. Ou seja, sou uma acumuladora em potencial! Sorte que meu marido não é e examina criteriosamente cada item que chega. Então, ainda tenho salvação...
   

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Antes e depois: a mesa que virou banco

Antes



Admito que sou uma pessoa irritante. Inquieta e irritante.
Quem não convive comigo diariamente pode nem notar: sou um tipo aparentemente calmo e pacato.
Mas há uma ebulição dentro de mim: fervilham ideias e projetos. Nem todos executo, por uma razão ou outra. Mas a vontade de fazer não se esgota.
E adoro transformar uma coisa em outra.
Acho fantástico tornar um peça em fim de vida em algo útil e bonito.
Tudo isso prá justificar: comprei num bazar esta base de mesinha de centro sem o tampo.
Gostei muito das pernas arqueadas e do suporte para revistas embaixo. Daí para lhe dar um novo recomeço foi um pulo.
Um verniz escuro escondia uma bela e bem conservada madeira.
Costurei os tecidos fazendo um xadrez de cores que me remetem ao aconchego.
Comprei uma base de madeira, uma boa espuma e contei com a ajuda habilidosa dos meus amigos Bill e Celso.
Forrei os botões e fizemos um capitonê reforçado por madeirinhas furadas. Ficou bem firme.
E o resultado foi este simpático banco!
Valeu ou não a pena dar a esta mesinha uma segunda chance?

Depois





 



terça-feira, 16 de abril de 2013

Luminária Panthella








  Dizem que de boas intenções o inferno está cheio. Quase acredito.
  No final de semana resolvi dar uma destrancada em casa. Arrumei os lençóis e as toalhas separando alguns para doação.
   Limpei os armários da cozinha e separei vários itens para dar.
  Parti, na segunda-feira, com o porta-malas lotado de doações e juro que me senti pura no trajeto até o bazar.
  Cheguei calma e fui descendo as coisas, me sentindo normal e boa.
  Ajudei a arrumar as doações,  cumprimentei as pessoas. Tudo na santa paz. 
 Confesso que olhei com certo desdém para umas mulheres que olhavam alucinadas uns quadros. "Já passei dessa fase", pensei. Por via das dúvidas, entrei no bolo e fui checar: nada que valesse a pena, graças a Deus!
  Enfim, tudo ajeitado e me sentindo quase uma voluntária (o bazar é de uma casa de idosos), fui dar uma última voltinha.
  Céus! O que um corredor de bazar pode ter! Dei de cara com essas duas luminárias estilo Panthella, lindas, brancas, em perfeitíssimo estado.
  Não houve estado de espírito que me fizesse parar de tremer as pernas. Fui em estado vertiginoso até o balcão perguntar o preço: R$ 25,00 cada! "- São minhas!" disse com a voz um pouco alterada pela emoção.
  Saio com uma em cada mão como se fossem troféus olímpicos ("a vencedora em achar coisas legais em bazares e brechós é...).
  Abro o porta-malas  recém esvaziado e acomodo as duas.
  Vou dirigindo feliz com a sorte mas convencida que não sou tão boa assim: a cada doação que faço para os velhinhos faço outras tantas para mim mesma!!!



(Só para constar: as luminárias Panthella foram criadas em 1971 por Verner Panthon. São ementos clássicos da decoração dessa década. Depois das originais, brancas, vieram em cores variadas mas as únicas que continuam sendo feitas até hoje são as brancas).

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Compras de brechó






A carroceria não tem nada a ver com o post:
é que achei bonita!

Quanta gente dá duro prá conseguir esta pátina  que
aqui feita pelo desgaste natural do tempo



Definitivamente, é hereditário.
Meu filho deu de gostar de ir a brechós comigo. Claro que não com a mesma frequência que eu gostaria, mas ele vai.
Começou um dia quando ele queria comprar em loja uma jaqueta jeans para cortar as mangas e fazer um colete. Ia numa show de rock e queria estar no tom.
Argumentei que nesse verão nem tem jaqueta em loja e o convenci a tentar um brechó. Afinal, se a jaqueta não ficasse ao seu gosto com as mangas cortadas não perderíamos quase nada. E ele topou!
Já no primeiro bazar ele achou uma camisa em brim azul, muito bonita, que daria perfeitamente um colete.
Ainda tinha até etiqueta: 60 dólares (era importada, a danada). Quanto pagamos? 10 reais.
Deu um belo colete, companheiro de shows e baladas.  
Nesta última semana fizemos nova incursão. Ele não comprou nada, em compensação comprei este belo tecido português, pintado à mão com cena tradicional de Viana do Castelo-Minho (pesquisei pouco: sei que é uma pequena cidade portuguesa).
E, não bastasse essa boa compra, comprei um "quadrinho" redondo de mais ou menos 1 metro de circunferência.
Sabe quando dá aquele nervoso, aquela vontade de comprar na hora antes que mais alguém visse???? Foi assim. 
Agora, ele espera uma parede aqui de casa que meu marido concorde em pendurá-lo.
O que acharam do quadro? É bonito ou não? Passado o faniquito inicial me veio a dúvida.
Necessito de opiniões!!!!!! E desde já agradeço às almas caridosas que me ajudarem nessa questão...

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Encontros felizes





Adoro promover encontros felizes, mesmo que sejam de objetos.
Os copos azuis foram herdados da minha vó Ermelinda.
Um belo dia, estou visitando um antiquário lindo que fica no alto da serra de São Pedro e não é que encontro a jarra combinando com os copos órfãos?? Que alegria poder reunir a família!
Em outra ocasião, estava num dos bazares que frequento e me apaixonei pela tigela com coração azul. Meses depois, em outro bazar, encontrei a jarrinha! Nova festa!
Há algum tempo atrás, minha sogra me enviou a xícara branca que era do meu marido, quando jovem. Ele só tomava café nela.
E não é que encontrei o bulinho em outro bazar?
Dessa forma vou promovendo encontros emocionados.
E no armário da minha cozinha as peças riem alto e comemoram o reencontro...

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Obrigada pela visita! Volte sempre!

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