A história não é bem assim como o título sugere: ele estava lá, no bazar, exposto para venda.
Eu é que me declarei, sabe-se lá quando, a salvadora das peças lindas prontas para serem adotadas.
Então, nem que o objeto em questão não me sirva lá muito bem, ou não caiba graciosamente na minha sala, levo logo para casa para que a peça não caia em qualquer casa, onde não saberão lhe dar o devido valor. É o raciocínio de alguém normal, adulto e pronto para as mazelas da vida já bem vivida? Não, né! Mas essa sou eu. E juro às vezes me canso de mim mesma, a sério. Mas é que são poucas essas vezes, e as loucuras que faço em brechós e bazares geralmente terminam bem. Por isso, me perdoo ter comprado esse belíssimo tapete, totalmente bordado à mão, em ponto arraiolo. Ele foi feito em 1983, pela Casa Caiada, conforme informa um bordado no verso dele.
Nas fotos pode-se observar que ele está amassado mas é de ficar enrolado em casa. Nada que alguns dias esticados em solo não lhe devolva a graça natural.
Porque eu sai direto do bazar para a lavanderia, onde gastei mais do que para comprá-lo. Ficou mais caro lavar o danado do que comprá-lo! Pode?
E dias depois, quando ele chegou limpo e cheiroso, é que fui experimentá-lo na minha sala. Resultado: não gostei! Adoro minha sala e adoro o tapete novo mas sabe quando não dá liga? Quando os santos não batem? Foi assim.
Como não me dou por vencida facilmente (às vezes até dou mas não quero admitir aqui, tá?) fui tentar ajeitá-lo sob a mesa de jantar: qual o quê! Fica grande demais (tem 2,00 x 2,70m) e invade o espaço da sala de estar, ficando exposto só o suficiente para alguém tropeçar.
Sendo assim, enrolei meu achado lindo e como não tenho onde guardá-lo, ele descansa ao lado da minha cama, no chão, à espera de novas aventuras.

