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Piracicaba, SP, Brazil
Sou casada, tenho um filho, amo viver, adoro trabalhos manuais, música, filmes, antiguidades etc.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Colcha de bandanas do Lucas


frente

verso

de novo, mais de perto, frente


de novo, o verso, mais de perto e mais amassado, hehehe

Meu único filho faz hoje 21 anos e esta colcha foi feita para ele.
É um trabalho simples e bem colorido, como eu gosto. De preocupações basta a vida e o trabalho; na costura eu quero é ser feliz.
Então, meus projetos levam muito em conta o grau de satisfação a que vou me expor.
Até topo desafios, de mim para mim, porque como não faço cursos nem costuro acompanhada, vou aprendendo coisas sozinha ou através desta mestra maravilhosa que é a internet, cheia de pessoas bacanas dispostas a ensinar pessoas cheias de boa vontade, como é o meu caso.
Adoro tecidos com essas estampas de bandanas e fui juntando cores conforme as ia encontrando.
Emendando as tiras até obter o tamanho desejado, cheguei ao topo da colcha. Mais simples, impossível.
Acrescentei-lhe bordas pretas de minúsculas bolinhas brancas, como o verso, que ainda leva uma faixa de estrelas coloridas, uma graça que permite alguma surpresa para quem olhe do outro lado sem esperar nada além do tecido preto (também possibilita chamar-lhe de colcha dupla-face).
No final, achei que a colcha ficou bem simpática e alegre, e a ela passei a incumbência de aquecer meu garoto, meu eterno e amado garoto...



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Um menino chamado Lucas



Hoje meu único filho faz 18 anos.
Para mim, é uma data diferente, muito especial.
Tenho um pouco a sensação de dever cumprido, embora saiba que a educação dele não termina aqui, nem meu suporte de mãe acabou, nada disso.
Acontece que agora ele já é um homem, quase um adulto mesmo. Repenso meu papel e relembro das tantas coisas que passamos juntos.
Quando ele nasceu, tive a nítida impressão que se abria em mim uma ferida que nunca cicatrizaria.
Porque dali por diante tudo que ele sofresse eu sofreria em dobro, todas as dores dele ecoariam em mim.
E decidi lhe fornecer lembranças.
Desde seu primeiro aniversário lhe escrevo cartas. Vou lhe contando coisas sobre ele, sobre os familiares e sobre nós, seus pais.
E fui lhe dizendo das brincadeiras favoritas, dos amigos, das músicas que ele gostava de ouvir naquele ano.
Dos álbuns de figurinhas, dos pequenos bonecos que ele guarda até hoje, dos passeios.
Fui lhe dizendo coisas do ponto de vista de mãe. Contando-lhe o efeito que a maternidade teve sobre mim.
Penso que aprendi muito mais do que ensinei.
Aprendi a analisar cocô de bebê, interpretar choros,  a serventia de tantos remédios comum à primeira infância. Aprendi a ter paciência e a olhar o outro como filho de alguém. Aliás, eu redescobri o outro! Foi impressionante!
Percebi que era chegada a hora de contar histórias antes dele dormir, eu que era apenas a ouvinte das histórias da minha vó Isabel!
Reaprendi a brincar, a assistir desenho, a ler gibis...
Aprendi a tratar joelho ralado, dor de garganta, briga de escola.
E conheci tanta banda boa, tanta música legal. Ele me apresentou aos "Mutantes", pode? Quando eles existiam, eu era muito pequena. Quandro cresci, nunca fui atrás de conhecê-los.
E agora, passados tantos anos, o  Lucas me vem com  músicas fantásticas deles!!! E me ensina de novo e sempre...
É incrível como ter filho rejuvenesce! Você revive tudo  num  outro tempo, vendo a vida por outro ângulo.
E amando como nunca achou possível amar...

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