Certas costuras surgem assim como uma homenagem. No caso desta almofada, bolei uma homenagem para uma das lembranças mais queridas da infância: a Paçoquinha Amor.
Sua embalagem é simples e esperta: cores vivas e logotipo sem frescura, como parecem ser os logos mais bem sucedidos.
A ideia chegou num dia desses, apreciando uma paçoquinha ganha. Fui desnudando a paçoquinha com carinho de amante saudosa. E com dó de lhe jogar a "roupinha", comecei a bolar um apliquê, pois reparei que o desenho era uma coisa até que bem simples.
E não é que deu certo? Achei que a almofada ficou muito parecida.
Faltava a foto, o cenário certo. Fui descobri-lo num dos bares mais antigos aqui de Piracicaba, minha cidade.
Como a foto indica, o Bar Cruzeiro mantêm características de outrora: a balança antiga, as guloseimas guardadas em potes e vendidas a granel, tendo por medida canequinhas (pede-se: "duas canequinhas de amendoim, por favor").
E claro, as Paçoquinhas Amor.



