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Piracicaba, SP, Brazil
Sou casada, tenho um filho, amo viver, adoro trabalhos manuais, música, filmes, antiguidades etc.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Rebeca, a herdeira







  O que eu, de família absolutamente normal, nem mais nem menos, poderia ter de herdeira de joalheria?
  Anéis e correntes de ouro, pedras preciosas, relógios valiosos?
  Nada disso. A parte que me coube foi a grade que ilustra esta postagem e fazia parte dos adornos do antigo prédio da Gatti, tradicional relojoaria e joalheira da minha cidade.
 Quando esse prédio foi demolido, para mim foi uma triste surpresa. E ali, parada, observando os pedreiros executarem impiedoso trabalho, colocando abaixo parte da história piracicabana, tive a ideia de levar uma "pequena" recordação.
 Uma das grades que enfeitavam as portas, repousava no chão, triste e menosprezada, empoeirada e quieta, à espera do caminhão do ferro velho. As outras já tinham partido, apenas essa não coube na carroceria e ficou ali, sozinha.
 Pedi aos pedreiros que me cedessem a grade. "Você quer essa grade???" "Queeeeero!!!" "Pode levar, moça".
 E cadê que eu consegui carregar a grade sozinha? Corri ao meu trabalho a poucas quadras dali e convenci dois amigos a me ajudarem.
 Voltamos à demolição, de onde saímos os três carregando a grade por uma das ruas mais movimentadas da cidade.
 Claro que as pessoas nos olhavam, tentando interpretar a situação.
 Hoje, a grade enfeita meu escritório. Linda, simpática e muito querida, fez de mim uma inesperada e imprevisível herdeira.
 Quem disse que eu não chegava lá? (onde quer que seja esse lá...)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Cabides forrados






   Sempre achei lindo cabides forrados.
  Lembro perfeitamente de alguns cabides pequenos, da nossa infância, forradinhos com fitas, lindos, lindos.
  Mais tarde, uma das minhas irmãs começou a fazê-los em crochê. Lembro de ter pedido para que ela fizesse um para mim, que usei durante anos.
  Parece que um cabide forrado é mais que um cabide, é o suporte fiel e estiloso de alguma roupa muito linda, mesmo que só carregue, na real, nossas roupas do dia a dia.
  Enfim, tem qualquer coisa de antigo, de fofo, de guarda-roupa bem cuidado.
  Meu guarda-roupa, confesso envergonhada, não é lá aquela coisa de bem arrumado, mas agora abriga orgulhoso dois cabides forrados que inventei e que prometem se multiplicar e colocar a casa em ordem.  Tomara! Tranquei os dois lá dentro sob promessas de acabar com a bagunça. Estou curiosa para ver o resultado!!!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Almofada de elefante









Porque há um menino em período de alfabetização e que acabou de ganhar uma irmãzinha, nasceu esta almofada de elefante.
É um elefante letrado, professor que adora lembrar seus pequenos alunos das vogais: A,E,I,O,U.
E pode gerar muitas brincadeiras que ensinam: com que se letra se escreve AMOR? E UVA? E assim por diante.
Com um dedinho lindo o pequeno vai apontando e reforçando o que já sabe.
Além de ser uma almofada que ficou com jeito de travesseiro (fui me empolgando e aumentado, aumentando, aumentando e quando vi, era mais travesseiro do que almofada!), penso que pode ser mais uma fonte de diversão e aprendizado.
Ah, o olhinho mexe!!!! Quando eu era pequena, tive uma borracha escolar que tinha olhinhos assim: nunca me esqueci dela e eles ainda me encantam! 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Colcha de retalhos para uma bebê

Arte de rua e patcwork: prá mim, tudo a ver

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Mãe e filha

O vento insiste em mostrar o outro lado

Tecido importado no verso




O verso




Para além de um trabalho feito à mão, com devoção e esperança de uma vida repleta de coisas boas e dias iluminados, uma colcha feita para um bebê leva a energia da costureira, que ali deposita suas melhores intenções.
Que lhe aqueça, que lhe sirva de abrigo, que lhe conforte os dias e as noites.
Ou que seja tão somente seu paninho querido.
Depois que parte das mãos de quem fez, um trabalho artesanal cumpre a missão que lhe for destinada, seja ela qual for.
Esta última colcha que fiz, repete um trabalho visto no Pinterest que me deixou encantada: traz a mãe elefanta e a filhinha que lhe segura o rabinho. Além disso, a mãe ainda cheira uma flor.
Foi feita com tecidos nacionais e importados, com quilt livre.
As fotos trazem o contraste da luz natural e da luz interna: me parece que dependendo das cores trabalhadas a luz artificial é melhor. Posso estar enganada, mas fica claro que ainda tenho muito a aprender em matéria de fotografia. 

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