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(imagem da net) |
Bateu-me o desespero!
Esses últimos dias têm sido tensos e por uma razão que minha compreensão não permite: estou a fraquejar!
E, por defeito próprio da minha pessoa, odeio admitir fraquezas! Detesto por-me a reclamar, choramingar... digo a mim mesma que tenho que seguir em frente a qualquer custo, terminar o que comecei.
Amigas, admito: estou prestes a jogar a toalha e por um motivo tolo para muitos, mas para mim forte o suficiente para me desanimar.
É a minha colcha jeans! Pronto, falei!
Eu a queria beeeem grande, para que envolvesse com folga minha cama queen.
Sabem o tamanho que ficou o topo? 2,66 x 2,57! Enorme, dificílima de se quiltar numa máquina doméstica.
Por que não quiltei por blocos? Ou por faixas? E por que só agora levanto tantas questões????
Já lhe alfinetei a manta acrílica. Calculem o trabalho que deu! Afastei os sofás, a estendi no chão.
Antes já tinha emendado a manta acrílica, para dar o tamanho certo. Foi difícil? Nããão, foi chato.
E por quê, raios, não alfinetei o forro junto?? Por quê?????? Também não sei.
Quando meu marido chegou e me viu de joelhos, alfinetando tudo aquilo, arregalou os olhos num sábio (e talvez temeroso) silêncio.
E quando viu meu estado após o serviço, sugeriu com voz amiga: "Por que você não dobra tudo bem certinho e deixa prá outra ocasião? Termine em outra oportunidade".
O ser irritante que existe dentro de mim ainda tentou argumentar que não sou mulher de deixar costura incompleta, que assim não me sentia livre nem autorizada a começar qualquer outro projeto... Foi aí que os argumentos e o corpo começaram a fraquejar.
A quatro mãos enrolamos direitinho a colcha, dobramos e embalamos.
O pacote ainda repousa num canto do meu ateliê, como um sinal incômodo de uma falha minha e do dia que não dei conta.
Mas tenho que admitir: foi demais prá mim. Agora, hoje e por esses dias, não dá. Ela ainda aquecerá nossa cama mas não dá prá ser agora.
E lição de humildade (que faço questão sempre de aprender) é que não posso tudo. E tem horas em que é preciso apenas ver o tempo passar...