Quem sou eu

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Piracicaba, SP, Brazil
Sou casada, tenho um filho, amo viver, adoro trabalhos manuais, música, filmes, antiguidades etc.
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terça-feira, 22 de maio de 2012

Espelhos



Começo a desconfiar que os espelhos têm personalidade! A sério! Juro!
Na minha cabeleireira habitual há um espelho condescendente e gentil. De todo enganoso ele não é, mas procura, desesperado, me apresentar de um ângulo mais favorável, dentro do possível.
Outro dia, diante da impossibilidade dessa cabeleireira me atender, lancei mão de outra profissional, em outro salão, que estava disponível.
Que espelho cruel ele abriga! Um ser amargo que fez questão de me apontar todos os defeitos!
A infeliz criatura parecia resoluta e satisfeita em me entristecer. Sabe lá por quais traumas passou para ter satisfação em me indicar as grandes bochechas, a espinha tardia, a maquiagem que já se fora.
Eu ansiava minha saída do salão de "beleza" como um peregrino no deserto anseia água fresca.
Por fim, quando terminou meu tormento, saí apressada, jurando não tornar a vê-lo.
Depois, menos aflita e com mais raciocínio, decide perdoá-lo: com certeza ele não estava num bom dia.
E me achando toda pimpona, fui passear.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Uma cidade chamada Tietê












Adoro detalhes. Adoro antiguidades. Adoro casas velhas. Adoro cidades que preservam seu passado, seu patrimônio. É preciso coragem para não permitir que casas sejam derrubadas para que seus terrenos deem lugar à estacionamentos ou prédios "modernos". Não é prá qualquer um.
O que é ser moderno? É simplesmente destruir o passado para construir algo novo? E por que o novo é melhor? Por que a destruição é necessária? Vemos alguns exemplos onde o novo e o antigo coexistem de forma funcional.
Então, por que assistimos cidades apagando seu passado como se fosse algo prá se envergonhar?  E as propriedades particulares nunca têm donos à sua altura?  Não compreendo tanta demolição. Isso me entristece mais que aos proprietários, com certeza. Fico em luto a cada casa antiga derrubada.
Num desses domingos fomos prá Tietê, uma agradável cidadezinha aqui de perto.
Não resisti e registrei alguns belos exemplos; uns mais preservados e outros precisando de restauração.
Uma escola ostenta numa das paredes uma mapa do Brasil da época que o Acre ainda nem pertencia ao território brasileiro!  E está lá, bela, faceira e preservada. Adorei conhecê-la!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Na cama

(imagem da net)

Quando mais te amo,
te acho no meio dos lençóis,
onde sonolentos e mornos
somos quase um só.
Quando mais te amo,
entre um sonho e outro
me viro e lá te encontro,
doce realidade.
Quando mais te amo
já não sei qual pé é meu
qual braço é seu.
Quando mais te amo
te vejo afundado nos travesseiros,
corpo, sonho, espumas, penas, colchão...

sábado, 18 de fevereiro de 2012

É meu aniversário!!!!!!!




Hoje é meu aniversário! Faço 46 anos.
É um dia muito feliz prá mim. Não sinto o peso dos anos: sinto gratidão por tê-los vivido. Sinto que fui abençoada. Sinto que tive sorte, mas não no sentido que tudo me caiu no colo assim, de graça. Batalhei por tudo que tenho: desde as coisas normais que um ser humano vai necessitando ao longo da vida, quanto pela paz de espírito. Foram construções. Foi tijolo por tijolo colocado na edificação da mulher que sou hoje. E foi o encontro com meu marido que me trouxe muito do que me faz feliz hoje. Foi o nascimento do meu filho, que eu ansiava quase que desde criança.
As coisas que desejei e não tive, e algumas desejei até há bem pouco tempo, não eram para mim. Foi melhor assim. Não me fariam bem nem mais feliz. Eram para outras pessoas. Não prá mim.
Meu coração está em festa! E cheio de promessas de mim prá mim mesma: ver cada vez mais ver o lado positivo das coisas, levar a vida leve, ter em minha mão apenas a mão de quem pode me fazer feliz, e sempre, sempre, agradecer.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Um avô de muitos talentos

Esta foto é da net mas ele é parecido com meu vô Mário, até no boné!

Hoje é aniversário do meu vô Mário. Seria. Ou é. Ou já foi. Não, nada disso: sempre será.
Ele era marceneiro. Adorava comemorar seu aniversário e sempre fazia festa.
Nós nos arrumavámos e íamos à casa dos avós vê-lo ser festejado e festejar a si mesmo.
Tenho prá mim que ele gostava de si próprio. E gostava das suas coisas, dos seus passarinhos, da sua oficina no quintal.
Ele trabalhava em casa além do emprego que lhe consumia o dia todo.
Em casa reformava móveis e alguns estofados. Às vezes, com sobras de madeiras e torneados, construía outros móveis. Uma das minhas irmãs tem até hoje duas mesinhas nascidas assim: o tampo não tem nada a ver com as perninhas, mas não é que o resultado é interessante?
E a minha vó, patchworkeira sem saber, aproveitava os retalhos dos tecidos usados nos estofados e fazia tapetes.
Vô Mário também pintava quadros, completamente autodidata.
E cantava. Lembrava orgulhoso de ter feito parte do Coral da Igreja do Bom Jesus. E muitas pessoas que conheci tempos depois também se lembravam dele no coral.
Tinha uma coleção de vinis que só com o tempo aprendi a apreciar.
Lembro de uma caixa bonita com vários LPs do Dorival Caymmi. E tinha Nélson Gonçalves, Sílvio Caldas e uma galera que eu, ignorante e adolescente, achava duro de ouvir.
Mas ele adorava e cantava junto. E compunha: "Se não fosse o pé, Pelé não seria o que é..." era o trecho de uma música dele. Só me ficou o refrão.
Gostava de plantas. De canários. De "bater perna" como dizia minha vó Ermelinda. De molhar o pão no leite com café. De montar o presépio no Natal, com laguinho de espelho e tudo.
Penso que vale a pena termos vivido se mesmo após muitos anos da nossa morte, alguém ainda se lembrar de nós e pronunciar nosso nome de vez em quando.
E meus mortos, tenho-os todos aqui, em alguma parte do coração...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Muros, placas etc


Porque eu ando por aí com a cabeça nas nuvens e o coração no ar...
Eu olho as placas da cidade, as mensagens das pessoas, os recados nos muros.
Eles têm tanto a dizer que eu mesma já nem sei o que pensar. Falo pouco, me expresso mal muitas vezes, calo outras tantas o que sinto.
Deixo uma pergunta no ar, desconverso, esqueço o tema.
Rio de uma piada antiga, do tropeção que dei, do absurdo que deixei escapar.
Mas os meus olhos, atentos a todos os detalhes, tentam absorver as emoções gritadas nos muros. Eu sei o que é essa sensação: quando a gente não cabe mais em si mesmo, ou grita, ou conversa, ou rabisca um muro.
Quando a gente é mais do que nosso corpo as palavras tem um poder libertador: solta a pessoa que dentro de nós já não tem sossego e precisar mostrar que existe.
E vou por aí olhando...

domingo, 8 de janeiro de 2012

Verão


É verão.
As saias dançam no requebrado dos quadris femininos.
Todos os vestidos sairam prá ver o sol e desfilam pelas ruas.
Faz calor.
A pele brilha e o suor escorre.
A vida arde em cada um de nós.
Respiramos o ar que parece pouco prá todo mundo.
A noite é cheirosa: é noite de verão.
O céu estrelado promete dia de sol.
Toda a natureza brilha.
E meu peito, sufocado, guarda uma voz que sussura: "saudades..."
Posted by Picasa

sábado, 17 de dezembro de 2011

Primeira vez

Ando em falta com meu blog. Deixei-o em segundo plano porque a vida correu rápida demais por esses dias e as horas foram poucas, e talvez também tenham sido poucos assuntos que mereciam ser compartilhados. Talvez.
Mas, eu não poderia deixar de lhes contar algo que fiz que me deu tremendo orgulho. De novo, digo-lhes que a minha felicidade está nos pequenos pormenores da vida, nos detalhes, nas atenções cotidianas, nas coisas pequenas.
O fato é que TROQUEI O MEU PRIMEIRO ZÍPER NUMA CALÇA JEANS! Sim, amigos, eu consegui!!! E sozinha! E sem tutorial! Sem passo a passo! Só eu e o marido fumando charuto ao lado.
Ele se espantava com as caretas que eu fazia, dizia que parecia estar fazendo algo profundamente sério... E não estava?  Gente! Ele não tem noção? Não, né? Claro!
O importante é que deu certo. Acontece que a partir dai achei tão, mas tão barato os R$ 10,00 que uma moça perto do meu trabalho cobra prá trocar zíper que jurei que foi o primeiro e último.
Ah, e eu não tirei foto, tá? Vocês terão que acreditar na minha palavra. Palavra de Rebeca.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Lar doce lar


O que faz de uma casa um lar?
Talvez seja o empenho dos moradores em se reconhecerem como uma família, independente do número de integrantes.
Um lar pede alguma estrutura e muuuita vontade de convivência em harmonia.
As diferenças sempre existirão: para o bem e para o mal. São diferenças, não muros intransponíveis. Servem para que desenvolvamos a capacidade de ver as coisas por outro ângulo, mesmo que não concordemos com ele.
Nem sempre é fácil abrir os olhos e enxergar novas formas. Puro comodismo nosso.
Um lar pede atenção e chego mesmo a pensá-lo como um organismo vivo que requer cuidados e até proteção. Proteção contra mal-humor, energias negativas, gritos e cóleras inúteis.
Também há que se reconhecer que mesmo fazendo nosso melhor às vezes não é o suficente para manter um lar sempre organizado, varrido e espanado. Mas É o nosso melhor e mais que isso pode gerar ressentimentoa, mais cansaço e menos tempo de lazer (fazer nada também é lazer, concordam?)
O que fazer? Eu aprendi a reconhecer os meus limites, embora às vezes tente ultrapassá-los.
Mas hoje em dia admito que não posso tudo. Não consigo manter tudo brilhando e ainda trabalhar fora o dia inteiro, levar e buscar meu amorzinho na escola, no dentista, no violão, fazer compras, cozinhar, lavar roupa, costurar.
Sempre penso que eu tenho compromisso com a alegria e reconhecer o que posso fazer ou não com prazer é um grande passo nessa direção.
Eu não gosto (mesmo!) de ir ao açougue mas adoro ver meus dois elogiando minha comida.
Eu AMO costurar e por isso não me importo mais com as linhas no chão: são restos do prazer que me deram. E não vou ficar varrendo-as toda hora.
Concluo, portanto, que o que faz de uma casa um lar é estabelecer em primeiro lugar a vontade de se ficar junto. E trabalhar por ela sabendo que o melhor está sendo feito.

sábado, 22 de outubro de 2011

2ª Feira de Patchwork de Limeira


Hoje fui passear pela 2ª Feira de Patch de Limeira, cidade que é vizinha à minha.
Estava linda! Muitos expositores, muita mulher animada, muito marido esperando, muito alto astral!
Conheci a Lu Gastal, vi a Tia Lili, andei entre "feras" do mundo dos retalhos.
Cada trabalho lindo e perfeito de deixar a gente orgulhosa pelo talento dos outros.
Acho que o mundo não descamba de vez  devido às pessoas que gostam do que fazem, que desenvolvem um talento, seja ele qual for, com amor.
E fiquei pensando que hoje em dia o patchwork, com o número de adeptas cada vez maior, já se tornou um movimento. Não acho que seja uma febre, uma moda. É um movimento de classe! Classe das mulheres dispostas a serem felizes, a tentarem desenvolver um trabalho do qual possam se orgulhar. É um refresco para o dia a dia corrido, pesado e algumas vezes, cinza. É um colorido de retalhos, de linhas que nos conduzem à clareza de ideias, ao raciocínio mais rápido (repare como a matemática melhora: a gente consegue facinho calcular quanto vai custar 20 cm de tecido, quanto de tecido vai prá aquele trabalho, o que dá prá fazer com meio metro de tecido, e por ai afora).
Quando comecei a unir os retalhos, há 12 anos atrás, ninguém na minha cidade vendia 20 cm de tecido. Era vista como miserável pelos vendedores, que queriam me empurrar no mínimo 40 cm.
Hoje, temos lojas especializadas onde podemos tranquilamente pedir de 20 cm prá cima. Sem passar vergonha. O movimento tomou corpo, como diriam velhos companheiros.
E vida longa às patchworkeiras!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Lição de economia

Não, eu não sou economista.
Não, eu não sou uma grande poupadora ou investidora.
Sou só eu: a Rebeca. Dona de casa, gráfica, mãe, esposa, artesã.
E invento teorias.
Acabei de desenvolver um método para evitar gastos inúteis: o salto alto.
Isso mesmo: você não leu errado nem houve erro de digitação. SALTO ALTO.
É tão lindo mas tão, tão desconfortável!
Naqueles dias que você está com aquela vontade de gastar, vá de salto alto. E estacione longe.
A sua locomoção será tão chata, desconfortável e doída que te levará a pensar se você precisa mesmo daquela compra. Se realmente há necessidade do gasto.
Nas primeiras vezes você pode até se arriscar, mas logo logo vai perceber que é melhor ir prá casa, onde
descalça ou calçando confortáveis chinelos chegará a conclusão que não queria mesmo tanto assim aquele objeto, ou aquela roupa, ou qualquer outra coisa.
E que pés felizes geram pessoas felizes (e dinheiro no bolso não faz mal a ninguém, né?)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Eu e o Fernando

 Há um Fernando Pessoa que mora no meu carro.
No trânsito mais lento ele me sussurra que olhe as árvores, observe as pessoas, procure pelas flores.
No engarrafamento, sou eu quem lhe procura as palavras, que lhe pergunta sobre o "mistério das cousas".
Ele me diz que "o único mistério   quem pense no mistério".
Quando a demora começa a me irritar, ele me aconselha: "sejamos simples e calmos como os regatos e as árvores".
E quando resolvo, armada de lápis e papel, derramar minhas lamúrias em versos rimados, ele ri alto e compara: "há poetas que são artistas e trabalham nos seus versos com um carpinteiro nas tábuas! Que triste não saber florir, ter que por verso sobre verso, como quem constrói um muro, e ver se está bem, e tirar se não está!"
Reflito e ele tem razão: prá que rimar e trabalhar sobre cada palavra, quando o que tem que combinar é o sentimento, o que tem que rimar é apenas a batida do coração.
E no doce momento em que os carros andam e o trânsito se movimenta, chego em casa e peço a Fernado P. que continue no meu carro prá sempre.
Mas, ele já está em mim, já invadiu meu modo de olhar e pensar.
Fecho a porta do carro e ligo o alarme.
Esse livro do Fernando Pessoa mora no meu carro!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Asas

Não é que os anos me pesem:
é que as asas leves da juventude
se desgastaram com o tempo...

P.S. Se é verdade a teoria que diz que nascemos, somos crianças, adolescentes, adultos e, na velhice voltamos a ser crianças, sinto que estou na adolescência da velhice!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Extra, extra, extra! Gentileza fura greve!

Nem a greve dos Correios conseguiu impedir um ato de extrema gentileza: a Márcia (http://www.tecidoseamigos.blogspot.com/) de SP, me enviou uma caixa cheia de presentinhos!
A M E I !
Aqui, na minha cidade, é muito difícil encontrar aqueles fechos da vovó: andei até comprando bolsinhas chinesas só prá retirar o fecho. Mas às vezes estraga só de forçar a retirada do material, fica meio amassado.
E não é que ela me enviou vários fechos? E mais um tecido lindo (que já havia cobiçado no blog dela!), e miçanguinhas lindas, e fitinhas, e guizos que faziam um misterioso barulho quando eu balançava a caixa!
E prá coroar uma necesserie e um porta-níquel feitos por ela mesma! Lindos, mimosos e muito bem feitos!
Como retribuir tanta atenção? Estou tendo ideias...
Enfim,  fica meu sincero agradecimento pela atenção e pelos comentários sempre estimulantes!






sábado, 24 de setembro de 2011

Demolições em Piracicaba

Esta é a fachada com tela protetora

Olha a cor dessa madeira!

A fechadura

A trava linda de janela ou porta

É só puxar prá cima...

... e soltar que ela ainda funciona!
 
Alguém já viu um "muro" assim?

Há uma espécie de saudosismo em mim, uma coisa de querer voltar algumas coisas, algumas pessoas, alguns momentos, que me deixam mei melancólica, às vezes.
Hoje cedo, passando por uma rua central da minha cidade, deparei com uma cena inacreditável, prá mim, pelo menos.
Mais uma casa antiga está sendo demolida e aí já mora grandissíma parte da minha tristeza. O incrível é que em vez de montarem um tapume que isolasse a área, eles construiram uma espécie de muro de madeira com toda a madeira da própria casa! Sim, as portas de madeira, as janelas, as fechaduras, está tudo lá, exposto e nu, de cara prá rua e pro descaso de quem nem pensa em conservar o que quer que seja.
Aquela madeira linda, forte, e que poderia ser reaproveitada de tantas formas mais dignas, está lá, fazendo as vezes de um tapume, que geralmente é erguido com material bem frágil, pois logo será descartado.
É triste. Enquanto em países muito mais antigos que o nosso as casas antigas são motivos de orgulho e ponto turístico, aqui o que vale é o apenas o valor do terreno. A construção vira um estorvo para os negócios. Prá que conservar uma bela casa com a arquitetura que conta história de uma época, se o terreno pode virar um estacionamento? PRÁ QUÊ????? Porque gente tem memória, tem história e cada pessoa é também sua própria casa. E nossas histórias, nossa memória, e até a saudade do que fomos um dia, é uma lição que pode ser ensinada a quem tiver coração aberto prá aprender.
E nossa cidade é nossa casa: merecemos boas lembranças. Devíamos exigir...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

I have a dream...

(imagem tirada da internet)
Hoje em dia eu sonho muito.
Praticamente todo dia me lembro dos sonhos, se não inteiros, bons trechos.
Um sonho recorrente que me aflige muito é que estou perdendo a hora de chegar no meu trabalho.
É uma agonia tentar chegar e não conseguir.
Da última vez, eram muitas pessoas na rua me impedindo a passagem. Que sufoco!
Outro sonho regular é que estou mudando de casa. Às vezes prá um lugar melhor e às vezes prá um pior. Mas sempre me arrependo. Gosto de onde moro.
Outro dia, meu marido sonhou a continuação do meu sonho. Pode? (rsrsrsrs)
Mas tudo acabou em divórcio, nada de final feliz.
No sonho dele, eu vendi nosso apartamento e nos mudamos prá uma casa muito antiga, cheia de problemas no esgoto, na fiação etc.
Aí, ele não aguentou, mesmo sob os meus protestos de que "a casa é linda, antiga". Gritou pelo divórcio e foi embora com um "tudo tem limite".
Depois desse sonho dele tô com medo de mim...

sábado, 10 de setembro de 2011

Meu mundo ideal


Parece que a minha vida pode ser contada através das minhas listas de compras. Quantas já terei feito?
Meu Deus! Eram ingredientes novos para os novos pratos que tentava fazer logo que casei. Eram sonhos de almoços e jantares bem preparados, mesas bem postas e eu, sorrindo, tirando do forno algum novo experimento.
Eu me imaginava aquelas donas de casa que acumulam compotas e geléias feitas com as frutas da época, vestem vestidos rodados e aventais de babadinhos. A maquiagem perfeita, o batom ideal, o salto dentro de casa.
A casa seria "um brinco" e a visita poderia chegar a qualquer hora. A roupa de cama, cheirosa e macia, seria só de algodão, quantos mais fios melhor.
A poeira fugiria da minha casa como intrusa assustada; as plantas sempre dariam flores e as bananas nunca pretejariam.
O arroz, soltinho, cairia como chuva branca sobre o prato.
Os bolos cresceriam até a borda da forma e sempre, invariavelmente, seria desenformados perfeitos.
A casa teria perfume de roupa lavada e os banheiros cheirariam a eucalipto fresco.
A toalhas de banho estariam sempre secas e os travesseiros passariam as manhãs em banho de sol, na janela.
Eu tricotaria pares e pares de meias, costuraria colchas de retalhos para as camas e deixaria, no inverno, uma sobre o sofá, que ver TV quentinha é muito bom.
Eu teria um bebê lindo e saudável, que seria a alegria da minha vida.
E um amor a quem amar e ser amada fosse um prazer, nunca uma obrigação.
Alguém a quem eu dissesse, após uma viuagem: "Quase valeu a pena você ter ido só pelo prazer dessa volta!".
Um amor prá escrever uma história a quatro mãos.
Foram tantos os sonhos quanto as realizações, ainda que não exatamente assim.
Aprendi que a perfeição não existe mas que é tão bom tentar, não ser perfeita, nem ser exata, nem ser lógica, mas tentar viver com alegria uma fase por vez.
E agradecer sempre.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Das coisas que gosto



Um pacote feito como antigamente, embrulhado no mais singelo dos papéis e,
 no entanto, me desperta ternura.
Seria pelo tecido que embrulha? Muito provalmente essa hipótese tem o seu grande peso.
Seria pela memória do pão embrulhado, quando era criança? Talvez.
Seria uma questão ecológica, pela ausência da sacolinha plástica? Também.
O que sei é tenho dó de partir o papel e romper o ideal da simplicidade...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Last night

Que voem todos os fiapos, os trapos, as linhas.
Que o vento espalhe a boa nova: o amor aconteceu em algum quarto escuro.
Que os botões todos se abram, saiam de suas casas e fuxiquem entre si: ela está amando.
E o amor é doce, bom e grato. E macio como qualquer almofada e tão quente quanto a colcha de retalhos tantas vezes usada.
Amar faz bem.


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